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domingo, 2 de setembro de 2012

A Bíblia é a Palavra de Deus (Parte II)


A inspiração plenária e verbal, e a diferença entre inspiração e revelação

A inspiração da Bíblia é, na verdade, uma inspiração plenária ou verbal. Ela ensina que todas as partes da Bíblia são igualmente inspiradas, que os escritores não funcionaram quais máquinas inconscientes, que houve cooperação vital e contínua entre eles e o Espírito de Deus que os capacitava. Afirma que homens santos escreveram a Bíblia com palavras de seu vocabulário, porém sob uma influência tão poderosa do Espírito Santo que o que eles escreveram foi a Palavra de Deus. Explicar como Deus agiu no homem é difícil. Se, no ser humano, o entrosamento do espírito com o corpo é um mistério inexplicável para os mais sábios, imagine o entrosamento do Espírito de Deus com o espírito do homem!

Ao aceitarmos Jesus como Salvador, aceitamos também a sua Palavra. A inspiração plenária cessou ao ser escrito o último livro do Novo testamento. Depois disso, nem os mesmos escritores, nem qualquer servo de Deus, pode ser chamado de inspirado no mesmo sentido.
 
Diferença entre inspiração e revelação
 
Revelação é a cão de Deus pela qual Ele dá a conhecer ao escritor coisas desconhecidas, o que o homem, por si só, não podia saber. Exemplos: Daniel 12.8 e 1Pedro 1.10-11. Quanto à inspiração, ela nem sempre implica em revelação. Toda a Bíblia foi inspirada por Deus, mas nem toda ela foi dada por revelação. Lucas, por exemplo, foi inspirado a examinar trabalhos já conhecidos e escrever o Evangelho que traz o seu nome (Lc 1.1-4). O mesmo se deu com Moisés, que foi inspirado a registrar o que presenciara, como relata o Pentateuco.

Exemplos de partes da Bíblia que foram dadas por revelações:

1) Os primeiros capítulos de Gênesis – Como Moisés escreveria sobre um assunto tão anterior a si mesmo? Se não foi revelação, deve ter lançado mão de escritos já existentes. Há uma antiga tradição hebraica que declara isso.

2) José interpretando os sonhos de Faraó (Gn 40.8; 41.15-16,38-39).

3) Daniel declarando ao rei Nabucodonozor o sonho que este havia esquecido e, em seguida, interpretando-o (Dn 2.2-7,19,28-30).

4) Os escritos do apóstolo Paulo – Ora, Paulo não andou com o Senhor Jesus. Ele creu por volta do ano 35dC, porém, em suas epístolas, conduz-nos a profundezas de ensino doutrinário sobre a Igreja, inclusive no que tange à Escatologia. Assuntos de primeira grandeza sobre Regeneração, Justificação, Paracletologia, Ressurreição, Glorificação etc são abordados por ele. Como teve Paulo conhecimento de tudo isso? Ele mesmo no-lo diz em Gálatas 1.11-12 e Efésios 3.3-7: por revelação. Nos seus escritos, há passagens onde essa revelação é bem patente, como em 1Coríntios 11.23-26, onde ele diz: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei...”. Por sua vez, o capítulo 15 de 1Coríntios, também por ele escrito, é a passagem mais profunda e completa da Bíblia sobre a ressurreição.

No próximo artigo, falaremos sobre a perfeita harmonia e unidade da Bíblia. 







A Bíblia é a Palavra de Deus (Parte I)



A inspiração, a origem e a perfeição das Sagradas Escrituras

O estudo de Bíblia tem por finalidade precípua o conhecimento de Deus. Isso é visto desde o primeiro versículo dela, do qual se nota que tudo tem o seu centro em Deus. Portanto, a causa motivante de ensinar a Bíblia aos outros deve ser a de levá-los a conhecer a Deus. Se chegarmos a conhecer a o Livro e falharmos em conhecer a Deus, erramos no nosso propósito e também o propósito de Deus por meio do seu Livro seria baldado.

O presente século é caracterizado por ceticismo, racionalismo, materialismo e outros “ismos” sem conta. A Bíblia, em meio a tais sistemas, sempre sofre grandes ameaças. Até há pouco tempo, a luta do Diabo visava a destruir o próprio Livro, mas vendo que não conseguia isso, mudou de tática e agora procura perverter a mensagem do Livro. Seitas e doutrinas falsas proliferam por toda a parte, coadjuvadas pelo fanatismo e ignorância prevalecentes em muitos lugares. Nossa crença na Bíblia deve ser convicta, sólida e fundamental; não deve ser jamais um eco ou reflexo de outros. Se alguém lhe perguntar “Por que você crê que a Bíblia é a Palavra de Deus?”, saberá você responder adequadamente? Muitos crentes têm a crença na Bíblia desde infância, através dos pais etc, mas nunca fizeram um estudo profundo e acurado para verificarem a realidade da origem divina da Bíblia, as quais evidenciam esse Livro como a Palavra de Deus.

A inspiração divina

O que diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é a sua inspiração divina (Jó 32.8; 2Tm 3.16 e 2Pe 1.21). É devido à inspiração divina que ela é chamada “a Palavra de Deus”. Que vem a ser “inspiração divina?” Para melhor compreensão, vejamos primeiro o que é inspiração.

No sentido fisiológico, é a inspiração do ar para dento dos pulmões. É pela inspiração do ar que temos fôlego para falar.  Daí o ditado “falar é fôlego”. Quando estamos falando, o ar é expelido dos pulmões: é o que chamamos de expiração. Pois bem, Deus, para falar a sua palavra aos escritores bíblicos, inspirou neles o seu Espírito. Portanto, inspiração divina é a influência sobrenatural do Espírito Santo como um sopro sobre os escritores da Bíblia, capacitando-os a receber e transmitir a mensagem divina sem mistura de erro.

A próxima Bíblia reivindicada a si a inspiração de Deus, pois a expressão “Assim diz o Senhor”, como carimbo de autenticidade divina, ocorre mais de 2,6 mil vezes nos seus 66 livros. Isso além de outras expressões equivalentes. Foi o Espírito de Deus que falou por meio dos escritores bíblicos (2Cr 20.14; 24.20; Ez 11.5). Deus mesmo dá testemunho da sua Palavra (Sl 78.1; Is 51.15-16 e Zc 7.9,12). Os escritores bíblicos, por sua vez, evidenciam ter inspiração divina (2Rs 17.13; Ne 9.30; Hb 1.1-2 e 2Pd 3.2).

Teorias falsas da inspiração

Quanto à inspiração da Bíblia, há várias teorias falsas que o estudante não deve ignorar. Umas são muito antigas, outras bem recentes. Em algumas delas, para maior confusão, a verdade vem junto com o erro, e muitos se deixam enganar. Vejamos as principais teorias falsas da inspiração da Bíblia.

1) A teoria da inspiração natural, humana – Essa teoria ensina que a Bíblia foi apenas escrita por homens dotados de gênio e força intelectual especiais, como Milton, Sócrates, Shakespeare, Camões, Rui Barbosa e inúmeros outros. Isso nega o sobrenatural. Os escritores da Bíblia reivindicam que era Deus quem falava através deles (2Sm 23.2 c/c At 1.16; Jr 1.9 c/c Ed 1.1; Ez 3.16-17; At 28.25 etc).

2) A teoria da inspiração divina comum – Ensina que a inspiração dos escritores da Bíblia é a mesma que hoje nos vem quando oramos, pregamos, cantamos, ensinamos, andamos em comunhão com Deus etc. Isso é errado, porque a inspiração comum que o Espírito nos condece admite gradação, isto é, o Espírito Santo pode conceder maior conhecimento e percepção espiritual ao crente à medida que este ore, se consagre e procure santificação, ao passo que a inspiração dos escritores da Bíblia não admite graus. O escritor era ou não era plenamente inspirado. Em segundo lugar, a inspiração comum pode ser permanente (1Jo 2.27), ao passo que a dos escritores da Bíblia era temporária. Centenas de vezes encontramos esta expressão dos profetas: “E veio a mim a Palavra do Senhor”, indicando o momento em que Deus os tomava para transmitir a sua mensagem.

3) A teoria da inspiração parcial – Ensina que algumas partes da Bíblia são inspiradas, e outras não; que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas apenas contém a Palavra de Deus. Se essa teoria fosse verdadeira, estaríamos em grande confusão, porque quem poderia dizer quais as partes inspiradas e quais as não-inspiradas? A própria Bíblia refuta essa teoria em 2Timóteo 3.16. Também em Marcos 7.13 o Senhor aplicou o termo “a Palavra de Deus” a todo o Antigo Testamento. Quanto ao Novo Testamento, podemos ver, por exemplo, João 16.12 e Apocalipse 22.18-19.

4) A teoria do ditado verbal – Ensina a inspiração da Bíblia só quanto às palavras, não deixando lugar para a atividade e estilo do escritor, o que é patente em cada livro. Lucas, por exemplo, fez cuidadosa investigação de fatos conhecidos (Lc 1.4). Essa falsa teoria faz dos escritores verdadeiras máquinas que escreveram sem qualquer noção de mente e raciocínio. Deus não falou pelos escritores como quem fala por um alto-falante. Deus usou as faculdades mentais deles.

5) A teoria da inspiração das idéias – Ensina que Deus inspirou as idéias da Bíblia, mas não as suas palavras; estas teriam ficado a cargo dos escritores. Ora, o que é “palavra”, na definição mais sumária, senão “a expressão do pensamento”? Tente agora mesmo o leitor formar uma idéia sem palavras... Impossível! Uma idéia ou pensamento inspirado só pode ser expresso por palavras inspiradas. Ninguém há que possa separar a palavra da idéia. A inspiração da Bíblia não foi somente “pensada”, mas também “falada”. Veja a palavra “falar” em 1Coríntios 2.13; Hebreus 1.1 e 2Pedro 1.21. Isto é, as palavras foram também inspiradas (Ap 22.19). De um modo muito maravilhoso, vemos a inspiração das palavras da Bíblia, não só no emprego da palavra exata, mas também na ordem em que elas são empregadas (no original, é claro). Apenas três exemplos: Jó 37.9 e 38.19 (a palavra precisa), e 1Coríntios 6.11 (ordem das palavras no seu emprego).

Na semana que vem, falaremos sobre a inspiração plenária e verbal, e acerca da diferença entre inspiração e revelação.

Acharam a “partícula de Deus”. E agora? — Parte 1



Cientistas anunciaram ontem que podem finalmente ter encontrado o bóson de Higgs. Caso se confirme a hipótese, o que de fato muda?
Com merecida empolgação, no dia de ontem, durante a conferência de física de alta energia que ocorre em Melbourne (Austrália), cientistas anunciaram que após anos de pesquisa e sucessivas experiências, encontraram durante as colisões do LHC — o gigantesco acelerador de partículas situado em Genebra — um elemento nunca antes observado, o qual, com mediana margem de certeza e pouquíssima de erro (segundo eles, uma em três milhões é a chance de estarem errados) pode ser o bóson de Higgs. Apesar de a mídia informar os achados científicos, na maioria das vezes os anúncios passam despercebidos, pois o grande público não inteirado acerca do assunto acaba não se interessando. Para que o mesmo não aconteça por aqui, mesmo ciente de que há muita informação na grande rede, arrisco-me a apresentar algumas linhas sobre o tema. Muito antes de tornar-se moda falar em LHC, lembro-me quando li pela primeira vez sobre ele em 2001, na obra O universo numa casca de noz, de Stephen Hawking. À época, Hawking informou que os Estados Unidos planejavam construir um acelerador de partículas que se chamaria “SSC (Superconducting Super Collider, Supercolisor Supercondutor)”, mas que, em 1994, apesar de a máquina estar semiconstruída, a nação americana abortou o empreendimento numa ação que o cientista classificou como “um surto de complexo de pobreza” (p.199). Ele, porém, acrescentou que outros “aceleradores de partículas, como LHC (Large Hadron Collider, Grande Acelerador de Hádrons), em Genebra, estão agora sendo construídos” (p.200). Além disso, em 2008, quando se tornou chique falar sobre acelerador de partícula, escrevi um longo artigo tratando do tema fé e ciência e então fiz uma breve consideração acerca das primeiras experiências com o LHC. Antes, porém, de falar do bóson de Higgs propriamente dito, é preciso fazer uma digressão histórica.  
Há exatos sessenta anos, um grupo de cientistas, apoiado sobre as sucessivas descobertas dos séculos anteriores (lembremos: até para se contestar é preciso haver paradigmas que sirvam de “base”), propôs uma teoria que contrapunha o modelo de física até então em vigência. Fico a imaginar o impacto sofrido pelos crentes que, ao abrirem os periódicos da época deparavam-se com matérias cujos títulos diziam algo como: “No início era um átomo...” e, como subtítulo: “Um grupo de físicos afirma saber como teria sido o Dia da Criação. Para eles, o Universo não surgiu de um ato divino, mas de uma explosão, o Big Bang” (considerando o que a historiografia pentecostal nos conta desse período, é provável que os meus pares tenham, no máximo, “ouvido falar” do assunto). Em comemoração aos sessenta anos da editora Globo, a revista Época, em sua edição histórica (4 de junho de 2012, n° 733, pp.64-5.) trouxe a referida matéria assinada por Pedro de Luna. O grupo de cientistas responsável pela mudança de perspectiva que revolucionou a física clássica é formado por três estudiosos, sendo os dois primeiros muito populares: Edwin Hubble (1889-1953), Albert Einstein (1879-1955) e George Gamow (1904-1968). O que mudou a partir das descobertas desses cientistas? Bem, para ser simplista, porém direto: Eles, basicamente, criaram uma “nova física”. 

A despeito da importância das descobertas daquele momento histórico (só mais bem valorizadas posteriormente), assim como em outras épocas, a sociedade do século passado também era multifacetada, principalmente em torno das questões científicas, tendo espaço para ceticismo (filosófico e de senso comum), indiferença, desconhecimento e dúvidas sérias. O que a geração do início do século 21 precisa entender é que nós, definitivamente, não inauguramos o mundo e, provavelmente, não iremos “encerrá-lo”. Somos finitos e transitórios demais para exaurir o universo. A sensação de ter desvendado alguns mistérios e de, talvez, ter chegado ao “fim” (a propósito, fim de quê mesmo?), não é exclusividade nossa, porém, a sobriedade e o bom senso são recomendáveis em tempos de novas descobertas. A historiografia está repleta de exemplos.
No século 19, Joseph Bertrand, um dos maiores matemáticos e geômetras da França, em sua obra Os fundadores da astronomia moderna (publicada pela primeira vez em 1865), apesar de reconhecer que a astronomia, a física e, por extensão, até mesmo todo o pensamento científico, nunca mais serão os mesmos após Nicolau Copérnico, Tycho Brahe, Johannes Kepler, Galileu Galilei e Isaac Newton, questiona oportunamente: “Na relação dos progressos reservados para a nossa época, não seria permitido esperar, [...], a melhora desses árduos caminhos e também explicações mais simples e mais acessíveis ao raciocínio?” (p.216). Após a pergunta retórica, o francês finaliza sua obra alinhando-se ao pensamento do matemático italiano, Joseph-Louis Lagrange, para quem uma obra dedicada a aperfeiçoar o pensamento newtoniano (“a melhora desses árduos caminhos e também explicações mais simples e mais acessíveis ao raciocínio”, p.216), “honraria tanto o nosso século [no caso, o 19] quanto o livro dos Princípios [de Sir Isaac Newton] honrou o século passado” (p.216). E conclui: “Essa obra-prima, sonhada em 1786 pelo mais ilustre sucessor de Newton [...], ainda está por ser feita em nossos dias” (p.217).  

Apesar de Lagrange, citado por Bertrand, afirmar que a obra Princípios pode ser considerada a “mais alta produção do espírito humano” (p.205), o próprio Newton não reputava o seu modelo de física como a última palavra no assunto. E, o mesmo Lagrange que elogiou o trabalho do inglês, falava sobre a necessidade de um material que tornasse os princípios matemáticos newtonianos mais palatáveis. O grupo de cientistas o qual me referi no início do texto talvez não tenha tornado a física mais acessível, porém, com certeza a revolucionou. Assim como anteriormente ocorrera com o grupo biografado por Bertrand, do qual Newton é o destaque, pois foi quem efetivamente revolucionou a física, suplantando de vez o modelo aristotélico, é preciso reconhecer Lemaître, Hubble, Gamow e outros tantos, porém, o ícone da revolução da física clássica ocorrida no século passado é, sem dúvida, Albert Einstein, por suas teorias da relatividade (especial e geral) e atômica. Os feitos copernicano, newtoniano e einsteiniano, são apenas três exemplos do que Thomas Kuhn acertadamente denomina de “troca de paradigma”. Kuhn considerava como paradigmas “as realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante um tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência” (A Estrutura das Revoluções Científicas, p.13).

A possível descoberta do bóson de Higgs pode ser considerada uma mudança paradigmática ou uma revolução científica? À luz do pensamento kuhniano, não. A única coisa que se pode dizer é que se constatou um elemento fundamental para se confirmar a hipótese proposta na teoria do Big Bang. Mas isso, longe de ser o “fim” é para os proponentes do “átomo primordial”, apenas o “começo”. Pois, segundo o mesmo Kuhn, “nem todas as teorias são teorias paradigmáticas. Tanto nos períodos pré-paradigmáticos, como durante as crises que conduzem a mudanças em grande escala do paradigma, os cientistas costumam desenvolver muitas teorias especulativas e desarticuladas, capazes de indicar o caminho para novas descobertas. Muitas vezes, entretanto, essa descoberta não é exatamente antecipada pela hipótese especulativa e experimental. Somente depois de articularmos estreitamente a experiência e a teoria experimental pode surgir a descoberta e a teoria converter-se em paradigma” (p.88). As três revoluções já anteriormente mencionadas (copernicana, newtoniana e einsteiniana), modificaram de forma radical e completa a visão da física, fazendo com que de centro do universo, tornássemo-nos periferia; de um universo estático que seguia leis rígidas e imutáveis, descobrimo-nos em expansão, movendo-se a certa velocidade. Nessa perspectiva, mesmo que o elemento identificado nas trombadas do LHC seja o bóson de Higgs, definitivamente não estamos experimentando nenhuma revolução científica.

sábado, 1 de setembro de 2012

FABIANA ANASTÁCIO - PAI EU CONFIAREI - Bruna Karla


Fabiana Anastácio canta desde pequena e agora com uma voz de grande talento. Dia 10 de agosto de 2012, lançou seu primeiro CD, na Igreja Evangélica Assembléia de Deus, na avenida Antônio Cardoso, 979, Bairro Bangu, Santo André - SP.